Sobre rochas e mulheres, flores e vísceras, 2022
óleo sobre tela, 80 x 70 cm

Fazer da paisagem meu lugar de origem. Juntar a vermelhidão da terra e suas frestas no chão de uma cordilheira. Um-ser-paisagem. Meu corpo, nas formas de meus vincos, na naturalidade da cor terrosa e vermelha de meus órgãos, na visceralidade que há na passagem de quem vive quando a natureza lhe adentra. Ao mesmo tempo que penso na beleza que há nisso, em seu movimento, penso também como uma mulher viva neste meio; na poética das formas que existem e coincidem no corpo-mulher, na flor, nas rochas. Como simbolicamente coexistimos na potência da materialidade dessa ordem: a garra, a sutileza, o delicado, a resistência, a força, mesclados sobre linhas e cores vibrantes que não são nem um, nem outro, são um só.

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